Gabriel Monteiro tem a cassação de seu mandato aprovada em Conselho de Ética

O youtuber e ex-policial militar é acusado de quebrar de várias formas o decoro parlamentar

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© Reprodução / TV Globo
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Se não houver nenhum recurso, a recomendação do Conselho deve ser submetida ao plenário da Casa na próxima terça-feira, 16. Para que o mandato seja cassado, são necessários votos favoráveis de 34 dos 51 vereadores. Mesmo cassado, Monteiro deve concorrer a deputado federal na eleição de outubro pelo PL.

Além de Alencar, o Conselho é composto por outros seis vereadores titulares. São eles: Alexandre Isquierdo (União Brasil), presidente; Rosa Fernandes (PSC), vice-presidente; e Luiz Ramos Filho (PMN), Teresa Bergher (Cidadania), Zico (Republicanos) e Welington Dias (PDT).

O relatório de Alencar elencou sete motivos para a cassação de Monteiro. O relator cita: a filmagem e o armazenamento, por Monteiro, de um vídeo de sexo praticado com uma adolescente de 15 anos; a 'exposição vexatória' de crianças em vídeos manipulados para enriquecimento e promoção pessoal; a perseguição a vereadores 'com a finalidade de retaliação'. Fala também em quatro denúncias de estupro contra o parlamentar.

Alencar cita ainda em seu relatório a exposição, abuso e violência física contra pessoa em situação de rua. Também se refere a assédio moral e sexual contra assessores do vereador. E aponta a o uso de servidores do gabinete do parlamentar para a atuação em sua empresa privada. Esse fato constitui, em tese, crime de peculato. Ele ocorre quando servidor se apropria indevidamente de verba pública.

'Diante das provas restou fartamente demonstrado que o Vereador Gabriel Monteiro praticou (ou ordenou que se praticasse a seu mando) atos deploráveis e inteiramente incompatíveis com o decoro que se espera de um Vereador da Câmara Municipal do Rio de Janeiro', concluiu Alencar.

A defesa do vereador, divulgada na quarta-feira, 10, rebateu todas as acusações. Também reafirmou a inocência de Monteiro.

'As ações do parlamentar enobrecem essa casa. Gabriel Monteiro fiscalizou e fiscaliza, agindo sempre em defesa dos mais pobres, o que causa a revolta de poderosos que diuturnamente enriquecem às custas de uma população que trabalha de sol a sol na tentativa de garantir uma melhor qualidade de vida para si e sua família', afirmaram os advogados do vereador.

Segundo eles, as acusações fogem ao escopo inicial das denúncias, que era de supostos casos de estupro. Os advogados pediram a reabertura de prazo para uma nova defesa de Monteiro. Requereram ainda que o relatório fosse revisto por Alencar. Pediram também para que Monteiro fosse autorizado a acompanhar a reunião do Conselho. Nenhum pedido foi atendido. ACOMPANHE AQUI O



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