Na frente da Base Aérea, eleitor troca horas de espera por aceno de segundos

Movimentação é tímida na região, mas a expectativa é que adesão seja maior durante a motociata

| SILVIA FRIAS, CLEBER GELLIO E PAULO FRANCIS / CAMPO GRANDE NEWS


Adriana e Ederson esperam por aceno presidencial e também vão seguir na motociata. (Foto: Cleber Gellio)
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Seja para ganhar aceno de segundos, foto ou observar o discurso político, a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) já causa movimentação, mesmo que tímida, em Campo Grande. Hoje está prevista a chegada à Capital, pela Base Aérea, onde algumas pessoas já o aguardam.

O autônomo Leilson Freire da Silva, 46 anos, e a mulher, a cabeleireira Luciene Gomes da Silva, 46 anos, saíram do Bairro Novos Estados, chegaram por volta das 8h30 e estão no perímetro permitido, próximo da Base Aérea. Levaram ainda o neto Nicolas, de 6 anos.

O autônomo diz que a presença popular é importante para dar apoio a Bolsonaro e espera se retribuído, mesmo que rapidamente. “Espero que ele dê acenada', disse. Silva diz que irá observar o discurso do presidente para tirar suas conclusões, mas acredita que ele seria a melhor opção.

Também próximo da Base Aérea, estavam o segurança Ederson Chamorro, 32 anos, e a autônoma Adriana Nascimento, 34 anos. O casal chegou por volta das 8h na expectativa de se aproximar do presidente. “Queria uma foto com ele, porque ele é um cara do povo', disse Chamorro. “Ele sempre atende, quando ele não atende é por questão de segurança, né? Até porque já sofreu um atentado'. Caso não seja possível, o casal irá seguir com a motociata.

O casal chegou cedo achando que pegaria a descida do avião presidencial, mas foi informado pela reportagem que Bolsonaro só desembarca por volta das 10h30. “É? Ah, mas vamos esperar sim', disseram.

Mais à frente, na região do mirante do Aeroporto Internacional de Campo Grande, pelo menos dois eleitores de Bolsonaro estavam entre os regulares observadores de pousos e decolagens.

O motorista de aplicativo Diego Lima, 34 anos, deixou a esposa no trabalho e ouviu no rádio sobre a visita presidencial. Decidiu dar passada. “Não sei se dá para ver o cara, né? Sei lá', disse à reportagem.

Questionado se era eleitor do presidente, foi lacônico. “Cara, não'. Eleitor? “Também não é isso'. Depois, concluiu. “A melhor opção é o cara, do que tá aí, não tem outra, não tem muito o que falar'.

Mais assertivo, o empresário Rudiney Brandão, 66 anos, também estava entre os observadores no mirante, aguardando pelo avião presidência, mas deixando claro que não personifica a política. “Estou aqui, nem diretamente pelo Bolsonaro, ele é instrumento, estou aqui em função do Brasil', explicou.

Na avaliação de Brandão, o momento é delicado e decisivo, por conta da transformação política na América do Sul. “Já foi dominada pelo socialismo e o comunismo (sic), é só questão de só voltar de novo aqui', afirmou. “Brasil é a chave do mundo, se voltar o comunismo aqui, nós vamos ser uma colônia da China' disse, justificando ser esse motivo de ser eleitor de Bolsonaro.



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