“Aqui não é território sem lei”, diz Reinaldo após afastamento de PMs

Governador criticou ato que tirou quatro policiais de rondas em dois bairros por suposta truculência

| ADRIEL MATTOS / CAMPO GRANDE NEWS


Governador Reinaldo Azambuja durante solenidade de entrega da Medalha Tiradentes, mais alta honraria da PM, em abril. (Foto: Bruno Rezente/Subcom-MS)
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O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse em entrevista que o Estado vai continuar dando todas as condições para que a PM (Polícia Militar) atue nas áreas de maior incidência de criminalidade. A declaração vem logo após decisão que impede quatro militares do Batalhão de Choque de atuarem no Jardim Aeroporto e na Vila Popular, em Campo Grande.

“Temos uma polícia altamente qualificada e não vamos recuar nas ações contra a bandidagem, que a cada dia mostra seu poder de fogo e ameaça as famílias de bem. Aqui não é território sem lei. Não podemos deixar de reafirmar nosso reconhecimento ao trabalho dos nossos policiais. Do contrário, estaremos correndo o risco de perder esta guerra diária contra a violência. E isso passa necessariamente pela confiança e apoio integral à polícia, que vai continuar as atividades em todo e qualquer lugar que for necessário', pontuou.

O chefe do Executivo estadual garantiu ainda mais investimentos no aperfeiçoamento das forças de segurança pública.

“Nós vamos continuar investindo em estrutura e treinamento de nossas forças policiais para garantir segurança à população, não só da Capital, mas de todo o Mato Grosso do Sul. Temos uma das melhores policias do Brasil e o combate efetivo, seja ostensivo ou não, deve sempre merecer o nosso apoio incondicional, pois estamos enfrentando criminosos em defesa das nossas famílias, do pai trabalhador e dos jovens. Este é o papel do Estado: garantir o direito de ir e vir da população', asseverou.

A reação do governador vem logo após denúncia contra a atuação de policiais militares. Um casal suspeito de tráfico de drogas acusou quatro servidores da segurança de truculência ao MPMS (Ministério Público do Estado). A Auditoria Militar, porém, recusou o pedido de prisão dos policiais, limitando-se a afastá-los das rondas na região.

A decisão revoltou as comunidades dos bairros da região oeste da Capital. Nas redes sociais, desde o surgimento da denúncia contra policiais, moradores passaram a postar mensagens de apoio às ações da Polícia Militar, em especial às equipes pedindo a manutenção das rondas ostensivas: “o Batalhão do Choque me representa', “meu bairro apoia a guerra contra a bandidagem', 'não queremos criminosos, queremos polícia'.



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