Libra aceita atender divisões pedidas pelo Forte Futebol, desde que receitas com novo Brasileirão aumentem

Nova proposta será levada a emergentes em data ainda a ser definida: rendas com nova competição precisam atingir patamar para que ocorra o reparte 

| LANCE! / RAFAEL RIBEIRO


Dirigentes da Libra durante reunião para entrada do Botafogo, na última sexta (Foto: Divulgação)
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Depois dos 23 integrantes do Forte Futebol (mais Atlético-MG e Internacional) sinalizarem com mudanças nas reivindicações que tinham para à Libra, a Liga Brasileira de Clubes (agora com dez integrantes) sinalizou que deve abrir uma flexibilização na divisão de receitas estabelecida em seu estatuto. Desde que certos requisitos sejam atendidos.

O LANCE! apurou com integrantes da Libra que a proposta veio direto da Codajas Sports Kapital (CSK), empresa com quem o grupo já tem engatilhada junto ao banco BTG o acordo para assumir as rédeas do negócio em 2025, quando os atuais contratos da CBF envolvendo o Campeonato Brasileiro se encerram. Na tentativa de acerto, o grupo define a manutenção de 40% da receita igualmente entre todos os participantes da competição, 30% de variável por performance e 30% por engajamento, mas só se as receitas se mantiverem até R$ 4 bilhões. + Saiba quais times já aderiram à Libra e quem está na espera Caso passe desse montante, a CSK admite adotar o modelo da inglesa Premier League, exigido pela Forte Futebol: 50% divididos igualmente, 25% por performance e 25% da receita nos critérios de engajamento. Critérios esses, aliás que o grupo e o banco já admitem revisar após ouvir cada um dos integrantes das séries A e B. - É o mais próximo do que eles (Forte Futebol) pediam que conseguimos. Importante lembrar que no próprio estatuto que eles receberam as projeções indicavam receita mínima de R$ 5,1 bilhões. Ou seja, serão pelo menos R$ 1 bilhão divididos da forma que eles querem. Não é pouca coisa - disse um dirigente ouvido pelo L! que preferiu não se identificar. + Globo deve travar nova batalha com SBT por direitos de transmissão; relembre os embates entre as emissoras Para a Série B, a ideia da CSK é fixar o repasse de receitas em 20%, um meio termo entre os 15% iniciais e os 25% pedidos pelos clubes da Segundona. Para a Liga ser implantada, o estatuto da CBF define que haja a adesão de pelo menos um terço dos participantes das séries A ou B. Ou seja, a Libra precisa de 13 assinaturas. Se isso não ocorrer, o Brasileirão continua organizado pela CBF e os dois lados negociarão por conta própria seus direitos de televisão. O novo encontro entre as partes ainda não tem data e local definidos. A Libra esperava pelo menos alcançar os 13 integrantes em reunião que aconteceria na semana passada, no Rio de Janeiro (RJ), mas que acabou cancelada.

TABELA > Confira jogos e classificação do Brasileirão-22 > Conheça o aplicativo de resultados do L! QUEM JÁ É INTEGRANTE DA LIBRA Corinthians São Paulo Palmeiras Santos Bragantino Ponte Preta Flamengo Vasco Botafogo Cruzeiro QUEM INTEGRA O FUTEBOL FORTE Athletico América-MG Atlético-GO Avaí Brusque Ceará Chapecoense CSA CRB Coritiba Criciúma Cuiabá Fluminense Fortaleza Goiás Juventude Londrina Náutico Operário Sampaio Corrêa Sport Tombense Vila Nova QUEM AINDA NÃO APOIA NENHUM DOS LADOS Grêmio Internacional Bahia Atlético-MG Novorizontino Guarani Ituano



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