Douradense homenageada em Brasília diz que doação de órgãos ainda é 'tabu'

| DOURADOSNEWS / WENDER CARBONARI


Jaqueline havia sido indicada pela Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul, junto com outros 27 funcionários e funcionárias da saúde do Brasil - Crédito: Reprodução
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Destaque nacional nos processos de doação e transplantes de órgãos deste ano, a enfermeira de Dourados Jaqueline Foppa, 31, recebeu recentemente um importante prêmio durante o lançamento da campanha de incentivo à doação de órgãos e tecido do Ministério da Saúde. 

Formada em 2011 pela Unigran (Centro Universitário da Grande Dourados), a profissional de saúde atua há quatro anos no HV (Hospital da Vida) e na CIHDOTT (Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante). 

Em conversa com o Dourados News nesta quarta-feira (6/10), Jaqueline compartilhou um pouco da experiência vivenciada em Brasília (DF) no dia 27 de setembro, acompanhada do marido Gilmar Pereira Sarate, 36, e da filha de quatro anos, Isabela Foppa Sarate.

A enfermeira falou, entre outros assuntos, da necessidade de ampliação das políticas públicas de incentivo a doação de órgãos e tecidos. Atualmente, 53.218 brasileiros aguardam a vez de receber um órgão ou tecido, conforme dados do Ministério da Saúde. 

“A doação de órgãos ainda assusta muito a população. Precisamos nos conscientizar e dar a devida importância para a campanha do ‘Setembro Verde’, assim como damos valor para as demais campanhas de saúde como, por exemplo, o ‘Outubro Rosa’ e o ‘Novembro Azul’, disse Jaqueline.

Sobre seu trabalho desenvolvido no HV que a credenciou a indicação e o recebimento do prêmio “Destaque no Processo de Doação e Transplantes de Órgãos 2021”, Jaqueline explicou que acompanha os pacientes que evoluem para morte encefálica, juntamente com equipe formada por técnicos de enfermagem, fisioterapeuta e médicos. 

‘A vida não pode parar’

Nascida em cidade do interior de Santa Catarina, a enfermeira Jaqueline recordou que já na infância mostrava aptidão pelas profissões da área da saúde. “Sempre achei muito lindo os cuidados prestados ao próximo”. 

Após estes anos de trabalho prestado em Dourados, ela conta que não esperava indicação ao prêmio de relevância nacional. “Fui pega de surpresa, pois não esperava a ligação da coordenadora da central estadual de transplante me informando sobre a premiação. Fiquei sem palavras”, lembrou. 

Entre as mais de 53 mil pessoas na fila de espera por transplante no país, estão 31.125 aguardando por rim, 1.905 por fígado, 365 homens e mulheres aguardando por transplante de coração, 269 por pulmão, 51 a espera de pâncreas, sete multivisceral, quatro intestino e 19.115 na espera por doação de córnea, classificada como tecido. 

“Em todos esses anos trabalhando com a doação de órgãos, percebi que demos um salto maior com as divulgações. Precisamos orientar e incentivar a doação de órgãos. Mostrar para as pessoas que a vida não pode parar”, comentou Jaqueline. 

Como diz a letra da canção oficial da campanha nacional pelo incentivo a doação de órgãos interpretada pela cantora Naiara Azevedo: “deixa todo mundo saber para o amor florescer, deixa a vida continuar”.



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